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De volta ao barco, dessa vez o “11 de Maio”, mais dois dias de Rio. Esse barco era bem pior, principalmente porque na área de lazer tocava uma música muito ruim e muito agudamente alta, e na área de dormir o barulho do motor era infernal. Mas pelo menos tinham uns bancos de madeira que serviram como perfeitas camas, bem melhor do que o chão de aço. De resto, mais água e mais floresta... E muitas micro-comunidades ribeirinhas, cujos habitantes tentavam alcançar os barcos com suas canoinhas – hora para vender coisas, hora para pegar uma carona, hora só pela farra mesmo...
Na hora do almoço, o povo tira as redes pra descer a mesa...

Nossa caminha.


Os caronas.

Chegando em Belém. Ufa!

Escrito por PEDRO E NANÁ às 11h37
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Depois de dois dias de barco, chegamos a Santarém, a princesinha do Tapajós. Nosso estadia aqui foi ótima, não só porque fazer um descanso na jornada de 4 dias de braço veio muito a calhar, como a cidade é muito simpática. Ficamos na casa da Gorda, irmã da Gina, que nos recebeu muito muito bem. Visitamos o novo Relicário (restaurante da Gorda) que está reformando e deve inaugurar no fim do mês. Fica na beira do rio e quem vier a Santarém não pode deixar de conferir! Fomos também a alter-do-chão, uma praia no rio Tapajós que foi considerada pela “Isto É” uma das 10 paisagens mais bonitas do Brasil. Realmente muito bonita, além do que presenciamos um belo pôr-do-sol seguido pelo nascer da lua mais bonito dantes visto!
Beira-rio em Santarém

Alter-do-chão


O pôr-do-sol...

... e o nascer da lua.

Gorda e os filhos Felipe, Cecília (esquerda) e Ligia.

Escrito por PEDRO E NANÁ às 11h32
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Embarcamos, literalmente, para Santarém, no barco “Amazon Star”, onde todos (os que não querem pagar 600 reais pelo camarote) viajam de rede. Nóis, claro, nem tínhamos rede, nem dinheiro para comprar, nem mala para levar depois e nem o preparo que esse povo tem pra dormir em rede, então encaramos um chão mesmo, com nossos sacos de dormir (finos demais para um chão de aço!). Bom, sobre o rio Amazonas: é muita água! Pra tudo que é canto, às vezes até some a margem... Todo brasileiro deveria passar 4 dias navegando pelo Amazonas, pra ver se o povo realmente se dá conta da riqueza que tem ali e trata de protegê-la... Claro que a gente sabe tudo isso, mas se ver ali no meio do rio é realmente uma experiência interessante. E sem dúvida quando a água passar a ser a grande riqueza do momento (o que não vai demorar muito) seremos um alvo muito fácil para os países que costumam exportar democracias.




Escrito por PEDRO E NANÁ às 11h27
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